NEGROS EXECUTIVOS NO BRASIL

 

UM TAPA NO PRÓPRIO ROSTO

 

 

 

"Os negros têm menos acesso a redes de contato ou a um capital social influente para subirem na carreira. E em uma sociedade como a nossa isso é fundamental para uma indicação a um posto de comando", afirma Emerson Rocha, doutor e... - Veja mais em http://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2017/08/13/por-que-o-numero-de-executivos-negros-no-brasil-e-tao-baixo.htm?cmpid=copiaecola.

 

 

 

            Até quando vamos figurar de coitadinhos nesta história triste? Até quando vamos esperar que reconheçam nossas competências pessoais? Até quando vamos esperar as “ajudas sociais” para que tenhamos chances “IGUAIS” na nossa sociedade?

 

 

 

            Talvez sejam estas as perguntas a serem respondidas antes de nos lastimarmos da vida. Pois então passemos a buscar pelas respostas que tanto nos instigam analisando e buscando as respostas para cada uma.

 

             1 – O que é o “coitadinho” nesta história? A resposta: sujeito que vive mal, não tem chances na vida e foi esquecido pela malvada sociedade.

 

Como se pode ver na resposta acima, a sociedade parece a culpada. O problema é que, pesquisando não só a nossa, mas todas as sociedades, podemos perceber que, historicamente, as sociedades nunca foram “boas” com ninguém. As sociedades, com algumas exceções, são rígidas com todos. Elas tentam ser justas com todos. O fato é que, na verdade, podemos encontrar vários coitadinhos que se deram bem.

 

Epa! Coitadinhos que se deram bem? Que milagres foram estes? Como tais “milagres” vieram a acontecer?

 

             Calma! Salvo algumas exceções, os milagres se deram no fato de que os beneficiados vieram ao mundo com vontade de arriscar e se esforçaram para descobri oportunidades em meio aos mares de dificuldades que os envolvia. Traduzindo, vieram com vontade e coragem de lutar por suas vidas em busca do sucesso. A grande maioria destes seres “azarados” morreram trabalhando como o fizeram durante toda a vida. Mas continuam sendo vistos como “Milagres” sociais. Despiram-se de suas capas de “coitadinhos” e foram à luta. Será que todos são coitados por que querem? Está aí uma pesquisa a ser feita! No entanto, a priori, somos induzidos a deduzir que a grande maioria poderá se livrar deste adjetivo diminutivo.

 

 

 

            2 – O que são Competências? A internet, entre outras respostas, afirma que é a capacidade decorrente de profundo conhecimento que alguém tem sobre um assunto: recorrer à competência de um especialista. Ora, então podemos deduzir que a “competência” vem a ser uma condição “demonstrada” em uma determinada área. Não nos parece plausível que reconheçamos a competência de alguém, única e exclusivamente, apenas ao apertar sua mão quando nos é apresentado. Portanto, é compulsória a necessidade reconhecimento por uma determinada capacidade para agir numa determinada área do saber, sempre com alto índice de acerto, no decorrer de algum tempo. Em resumo, competência só reconhecida quando demonstrada por um tempo adequado. Então não podemos adivinhar que alguém possui tal atributo.

 

 

            3 – Chance é igual a cavalo que passa encilhado: não é possível montar nem antes nem depois uma vez que não haverá cavalo. A diferença de “sortes” é que o “coitadinho” espera o cavalo par em frente a ele enquanto o lutador procura intercepta-lo e monta andando. O detalhe é que o cavalo da vida não espera por ninguém. O detalhe é que não basta estar no lugar certo por onde o cavalo passará. Tanto caminho como o momento são incertos, embora possam ser precariamente previstos ou calculados. No entanto, é primordial estar preparado. O “coitadinho” não se prepara. Mesmo que o cavalo parasse, ele não saberia montar e, se montasse, cairia do cavalo.

 

             Concluindo, como negro que somos, entendemos que o verdadeiro racismo é um sentimento ilógico pois associa a cor a tudo que não presta. Mas, no caso das sociedades e, principalmente se tratando deste tema (executivos) em nenhum ponto de nossa análise, demos de cara com tal sentimento, ao menos de formas explícita. Por outro lado, necessitamos nos esforçar para mostrar, a esta mesma sociedade, que temos um potencial que pode contribuir para com o todo.  Enquanto a sociedade não reconhecer, na prática, que somos capazes, teremos que matar um leão por dia. É o preço que teremos que pagar por nossa morosidade no decorrer do tempo. Mas temos que acreditar em nossas próprias capacidades.  Caso alguém o tenha encontrado com o racismo em nossa análise, nos avise. Acreditamos só ter falado de técnica e força de vontade.