As atuais notícias do cenário brasileiro nos mostram a gravidade da influência da política na independência do nosso Judiciário.

Alguém já dizia que nada melhor que o caos para quebrar paradigmas. As próprias estratégias autoritaristas fazem uso deste conceito quando provocam o caos político de um país visando interferir, sem grandes reações, dissimulados pelo caos político por eles agravado. Quando o povo acorda para a realidade, já é tarde pois está quase que totalmente subjugado.

Observe-se que tais regimes autoritários, para se preservarem, jamais permitem a perda de controle total das reações adversas. O temor, por temerem os próprios métodos, leva-os a agir de imediato, e ferozmente, para manter o status quo que lhes beneficia. É este o caso do país nosso vizinho.

Assim sendo, não há como negar que qualquer novo regime se inicia e baseia no estabelecimento e implantação das novas regras jurídicas. Note-se que esta regra se faz valer em qualquer nível de dominação, espacial e política. Ter uma regra é imprescindível. Tudo começa com a lei. O problema é que nossas leis são feitas pelos futuros réus. As conversas das gravações não são questionadas. O que se tenta é descaracterizar a gravação se agarrando a detalhes que, a rigor, nunca anulam os crimes. Prende-se no Código Penal e solta-se no Código de Processo Penal. A conversa é real e não há como desmenti-la.  Mas, como a fita da gravação é de contrabando, comprada no camelô e sem NF, a prova é invalidada e o processo é arquivado por "FALTA DE PROVAS".

O tráfego de drogas é um exemplo prático bem convincente. São radicais na troca de gerência. Não há diferenças estratégicas entre o paredão de Fidel e as chacinas do PCC. O pior é que até os animais nos mostram esta realidade. Na África, o leão vencido tem somente duas opções: fugir rapidamente para bem longe ou morrer lutando. Não existe acordo. No caso das nações, por vezes a condição animal prevalece e os ditadores chegam à selvageria insana para se manterem no poder.

O Brasil ainda está longe desta condição assim como também está longe do desejável. Nossos políticos conseguiram dominar quase que todos os níveis. A nossa ética foi para o espaço e está difícil retomar os trilhos verdadeiramente democráticos pois todos os poderes estão dominados por eles e suas "REGRAS". Tudo é negociável a qualquer preço. Compra-se tudo e todos.

É preciso libertar o Judiciário para que tenhamos o respeito às regras básicas. É preciso restabelecer a ética no exercício das funções públicas. O país parece um corpo tomado por vermes. Nosso judiciário, a rigor, vive devendo favores aos políticos visto que os mesmos tentam SEMPRE MANTER o máximo de regras sob seu controle. Os desejosos de alçar os mais altos cargos no Judiciário necessitam “negociar” com os políticos aos quais , em algum momento, terão que julgar. O problema é que os políticos não apresentam qualquer vergonha de cobrar os “favores” prestados aos empossados. Desta forma, quem não se curva, também não se cria.

NO BRASIL, O JUDICIÁRIO ESTÁ DE JOELHOS DIANTE DOS POLÍTICOS. É preciso estabelecer um caminho de progressão independente para o Judiciário. Necessitamos, urgentemente, reformular (LIBERTAR) nosso Judiciário a fim de torná-lo eficiente, para o povo, e não para os “réus” como é hoje.