A visão e os conceitos que a ONU tem em relação às nações estão destorcidos.
Quando uma família está com graves problemas entre seus membros, não é solução distribuir seus membros entre os vizinhos. A não ser que a intenção seja acabar com a família. A solução que nos parece mais adequada é ajudá-los a restabelecer o entendimento mútuo.
A distribuição dos membros possui inúmeros aspectos a serem considerados. Um deles é que o membro doente pode estar convicto de que sua maneira de ver a vida está correta e, neste caso, tentará manter sua rota. Ao fazê-lo, poderá contaminar toda a vizinhança. Será este o objetivo desejado? Cremos que não.
Por outro lado, é muito confortável indicar a casa dos outros para hospedar quem não se conhece ou, pior, quem não se deseja receber. Será que a ONU está preocupada com as respostas à pergunta: Quem tem condições de receber alguém? Novamente cremos que não está.
Denominando todas as entidades supremas acreditadas por todas as crenças e povos pelo termo “Natureza”, a pergunta que fazemos é: A Natureza dá a cada ser uma carga que não seja dela? Ou mesmo que não tenha condições de carregar? Será que a entidade maior seria tão injusta a ponto de ignorar qualquer possibilidade de evolução, de crescimento, de amadurecimento de alguma forma e nos condenar ao extermínio puro e simples? Haveria finalidade nesta suposição? Haveria alguma lógica?
Parece-nos que tudo na vida nos é dado visando nosso aprimoramento individual e conjunto. Caso isto seja uma “verdade”, e para alguns o é, então poderemos deduzir que os obstáculos foram criados para serem compreendidos e superados. Neste aspecto, nos parece que a ONU está criando um desvio que, além de não resolver o problema, o agrava.
Considerando que problemas foram criados para serem resolvidos e não transferidos ou escondidos, o que a ONU está fazendo é disseminar as deficiências que estavam concentradas. É o mesmo que estar com um problema inteiro a nossa frente e, portanto, em condições de ser resolvido definitivamente. No entanto, o que parece estar ocorrendo é exatamente o contrário. Fragmentamos o problema e espalhamos seus pedaços para todos os lados e, assim, amplificamos as dificuldades para resolvê-lo.
A verdade é que lares, nações, entidades são EMPRESAS e, como tal, devem ser gerenciadas, com responsabilidade, respeito e “COMPETÊNCIA”. No mundo existem entidades que se dedicam a habilitar os empresários para gerirem bem suas empresas fazendo-as progredir. Nos parece que este também seria o papel da ONU. Ela deveria congregar seus habilidosos membros para disseminar os conhecimentos, aplicar seus esforços e até mesmo sua força da forma mais adequada a cada problema no sentido de levar as nações menos resolvidas à soluções adequadas para mantê-las no caminho do progresso e da harmonia mundial.
Permitir os genocídios, que temos presenciado em todo o mundo, de braços cruzados e com discursos vazios de ação, nos parece uma forma bem explícita de concordar com as catástrofes.
Para finalizar, a ONU nos parece um belo exemplo de escárnio à Democracia. Consideramos um absurdo jurídico que os membros daquela entidade não usufruam de poderes equânimes. Uns valem mais que outros. Um voto específico vale mais que os dos demais “membros” juntos. Parece que na ONU alguns sócios possuem mais ações que outros. Sendo assim, seria mais producente levá-la para o mercado de capitais e parar de enganar o mundo.