Está cada vez mais comum alguém ser morto nas ruas deste pais. A pergunta a ser respondida pode estar em vários lugares. No entanto, pelo menos em nossa opinião, vários destes caminhos nos levam a uma fonte comum: A FAMÍLIA.
Pode ser até que estejamos sendo “caretas” demais em nossa visão de vida. Mas, até que nos apresentem uma explicação mais convincente ou que provem estar errada a nossa visão, vamos continuar acreditando nisto.
Na nossa geração, que já se distancia bastante da de hoje, primeiro temíamos os castigos da parte de nossa família (pais, avós e até tios). Depois, vinha a vergonha diante de todos por sermos responsabilizados por nossos atos e termos que carregar, não só a culpa, mas, também, o peso das gozações dos amigos, primos e até irmãos (naquele tempo a gozação não era Booling).
Nos velhos tempos, as funções “pai” e “mãe” eram desempenhadas pelos adultos em geral. Era comum alguém na rua advertir-nos: Garoto, não faça isto, eu vou contar para seus pais! Espera ai menino! Eu vou atravessar você! E várias outras intervenções que ajudavam na vida e na formação do futuro adulto.
O problema é que, alguns que se sentiram injustiçados por terem recebido castigos talvez até desproporcionais ao que julgavam merecer, cresceram com este rancor, procriaram e adotaram, no cuidar de suas proles, atitudes contrárias a quaisquer críticas à sua maneira de agir e pensar. Passaram a criar seus filhos tendo como regra não aceitar queixas ou mesmo advertências: a palavra dos meus filhos é que vale! Nascia a geração “Pode Tudo” que hoje mostra seus resultados para a sociedade passiva e omissa.
Nos dias atuais chega a ser perigoso admoestar um menor pois até ele mesmo pode reagir das piores formas contra os críticos de seus atos. A libertinagem chegou a tal ponto, que até mesmo os pais se surpreendem com as atitudes erradas de seus filhos. Algumas mentalidades auto intituladas “Progressistas” e detentoras de poder, incitam os legisladores a tirar dos pais o pouco poder de influência que ainda lhes resta. Parece o DEMIAN matando os pais para depois destruir o mundo.
Diante de tudo isto, os omissos se lamentam e bradam: Alguém tem que fazer alguma coisa! Parece que o significado de “Alguém” é todos, menos ele. Que mundo melhorará com estas atitudes? Foi com esta maneira de ver o mundo que os maus políticos chegaram ao poder, criaram proteções contra todos, dominaram tudo e nos trouxeram ao caos em que estamos vivendo (sobrevivendo). Os congressos são imagens fidedignas de suas populações. Em nada resultará querermos mudar as atitudes de parlamentares sem que, primeiro, mudemos as atitudes de nós próprios. Observem que falamos de “atitudes” e não de “discursos”. Discursos não geram mudanças. É preciso atitudes éticas e morais para que modifiquemos o senário adverso em que estamos.