Observando o mundo em que vivemos, percebemos que existe uma corrente de “pensadores” que vive pregando que todos são iguais. Até ai nada de estranho parece existir na afirmação. O problema começa a surgir quando perguntamos: em que aspecto essa afirmativa é verdadeira?
Em Matemática, quando afirmamos que 2 + 2 = 4, estamos diante de um referencial classificado como “DETERMINÍSTICO” pois é uma verdade que, no senário das ciências exatas, sempre se repetirá. No entanto, na vida, vários senários não confirmam tal lógica. A própria biologia nos comprova esta tese. Darvin já havia percebido tal conceito lá nos primórdios da biologia. Podemos, então, afirmar que nosso mundo, em vários dos seus múltiplos senários, NÃO É DETERMINÍSTICO.
Quando observamos nossa sociedade, podemos perceber, com muita clareza, que as mutações de todas as formas, conceitos, éticas e morais, são aleatórias (caóticas) variando no tempo e no espaço de acordo com os graus das influências existentes. Como afirmou McLuhan, estamos em uma aldeia global. A midiosfera (mundo das mídias) nos envolve e aproxima a todos. Quem melhor puder e souber como manipular as mídias, mais influência terá. Vende-se de tudo na mídia. O pior é que a grande maioria somente compra, sem fazer qualquer crítica mais séria do que está consumindo. A mídia, em poucas horas, transforma um inocente em um criminoso sanguinário, assim como também faz o contrário. Impera a teoria: para os amigos tudo! Para os inimigos a nossa lei. Sim, a mídia faz as suas próprias leis para serem aplicadas a quem ela quiser. A lei não vale para os reis.
Diante desta realidade, estamos deixando de lado que precisamos ser iguais perante a lei. Mas devemos ser desiguais em nossas particularidades pois são as desigualdades que nos ensinam. Caso fôssemos todos iguais, seríamos como as formigas. Teríamos que saber apenas a nossa tarefa. Cada um simplesmente fazer a sua parte sem críticas laterais. Como corrigiríamos, ou mesmo notaríamos, nossos erros se todos agissem da mesma forma? Como evoluiríamos?
É claro que todo este raciocínio está baseado na suposta hipótese de que estamos na Terra com a necessidade de nos ajudarmos a evoluir. Cada um de nós comete erros e acertos. Diante da dificuldade de criticarmos a nós próprios, é observando o próximo que temos a facilidade de notar o que é bom e o que é ruim. Notar os erros dos outros é muito mais fácil. Talvez nos falte coragem para nos olhar, verdadeiramente, no espelho. Será que tememos ver um monstro? A nossa consciência tem este poder. É só ter coragem para enfrentar a realidade. A verdade não é uma mulher bonita.
Portanto, forçar a atitude de ver a todos como iguais, sem fazer críticas, é nos transformar em autômatos sem evolução. O criador não nos colocou no mesmo barco atoa. Foi para isto que nos deu nosso livre arbítrio que, como todas as coisas, pode ser um utensílio ou uma arma. Depende da mão que o manipula.
Portanto, sejamos críticos construtivos e proativos a fim de continuarmos nossas evoluções na maior velocidade possível. Parar para descansar é uma possibilidade que nos alivia, mas também atrasa a caminhada. No fim, todos terão que percorrer o mesmo trecho, em maior ou menor tempo. A caminhada é obrigatória. O tempo de chegada depende de cada um.